30 de jul de 2011

Você é visto como quer ser visto?


 "Pensamento vira Palavra que vira Ação que vira Hábito que vira Caráter que vira Destino." Aristóteles

Pesquisando de tudo um pouco sobre marketing pessoal no pai dos curiosos "Mrs. Google", encontrei esta frase e postei aqui nesta madrugada para todos vocês. Li e pensei, pensei muito, afinal sempre me preocupei com a minha imagem. Claro que a aparência conta muito, mas estou me referindo a outra imagem: aquela que as pessoas têm de mim, principalmente no campo profissional.

Acredito que tentar descobrir como você é vista pelas pessoas ao seu redor é, primeiro, um ato de coragem. Segundo, uma forma de ser apresentada aos seus próprios defeitos, inclusive aqueles que você nem percebe mais de tanto que estão incorporados na sua vida e, terceiro, descobrir se o seu melhor é realmente bom ou mediano (lembem-se que o conceito de bom serviço, bom desempenho ou bom funcionário é muito relativo). Conheço, por exemplo, muitas esposas e colegas de trabalho que se acham as mais competentes do mundo, mas não passam de vítimas da sua falta de auto-conhecimento.

Ter coragem para sondar como anda a sua imagem pelos lugares mais importantes do seu convívio, como o seu trabalho, sua casa, faculdade, etc, pode transformar a sua vida. Evidentemente que não vamos sair por aí perguntando a torto e a direita ou fazendo enquetes sobre nós mesmos!! Não é isso. O "sondar" pode ser apenas um "saber ouvir com paciência e humildade" certas críticas quando estas surgirem ou refletir com seriedade e comprometimento alguma situação que fez você sentir que poderia ter feito melhor.

Sob o meu ponto de vista 90% das pessoas que vemos por aí (sou muuuuito observadora) parecem não se importar com o que estão nos transmitindo (incluindo vendedores que nos atendem mal, vizinhos antipáticos, empregada fofoqueira, funcionário chegando atrasado, lanchonetes sujas, esposas displicentes, parentes inconvenientes, enfim, ficaria horas aqui listando exemplos). Comece a reparar nisso.

E os 10% Flávia?
São as gentis, as competentes, inteligentes, as que se destacam e que se tornam bem sucedidas. Ops, bem sucedido não é necessariamente ficar rico. Mas podemos falar disso outro dia.
São também aquelas que se colocam no lugar do outro e que fazem de tudo para que a imagem que pretendem passar seja absorvida da maneira mais fiel possível. De nada vai adiantar você ser a melhor pessoa do mundo (por dentro) se não se esforçar para mostrar isso. Ainda não inventaram uma máquina de adivinhar quem é legal, competente, sincero, de confiança, maduro ou não.

Eu me preocupo e sempre me preocuparei com a minha imagem.
Para construir uma levamos uma vida inteira, mas para destruí-la, basta um segundo.

Qual dessas pessoas passa uma imagem confiável? Qual você admira? Com quem você jamais trabalharia? Porque? Será que realmente são aquilo que demonstram ser?

Oprah Winfrey - Luciano Huck - Geisy Arruda - Dalai Lama - Fernando Collor
Bill Gates - Adolf Hitler - Paris Hilton - Neymar - Adriane Galisteu


Somos aquilo que pensamos, que acreditamos.
Somos frutos das nossas ações e hábitos.
E é o seu caráter que definirá o seu destino, um de sucesso, mediano ou decadente.

25 de jul de 2011

Amy Winehouse, no mínimo polêmica

Tá bom, já sei que sou mais uma a escrever sobre ela e que muita gente não aguenta mais este assunto, até porque a imprensa se aproveita do caso para metralhar tudo sobre a morte de Amy, mas resolvi escrever sobre ela porque me vi confusa quando parei para pensar nela. Não conseguia chegar a nenhuma definição de quem ou o que foi essa marcante mulher.

Acho que falar de Amy Winehouse é como discutir religião. Difícil. Por mais que você tenha suas conclusões bem fundamentadas, sempre haverá uma multidão pronta a te massacrar e tentar te mostrar o quanto está errado.


Se eu a criticar, muita gente vai bombardear o meu desprentecioso blog com afirmações do tipo:

"Ninguém é santo, então porque condenar Amy?"
"Você não percebe que está falando de alguém que morreu?"
"Milhares de pessoas roubam e matam para sobreviver ou por besteira. Porque condenar Amy se ela só fazia mal a si mesma?"
"Ela teve uma vida complicada, teve seus motivos"
"Que atire a primeira pedra quem nunca errou",

etc etc etc e muitos etcs.....

Se eu a elogiar, também bastante gente vai dizer:

"Tudo bem, ela era talentosíssima, mas não deixava de ser uma drogada"
"Só porque era rica e famosa, você vai se esquecer dos péssimos exemplos que ela dava?"
"Tá, ela contribuiu muito para a música em âmbito mundial, mas só isso basta para ser tão admirada como foi? Onde estão os valores que realmente importam?"

... e por aí vai.

Vejo Amy como um alguém extremamente polêmico, vítima e vilã da sua própria vida.
Uma mulher de extremos. Aquela que não sabemos se atiramos pedra ou se damos colo.
Amy se foi, mas muitas como ela ainda estão aqui.
Tentar entendê-la para depois criticar ou criticar de qualquer maneira porque quem é drogado e alcoólatra não têm créditos na praça?
Antes de ser uma Amy da vida, ela era uma pessoa comum, problemática, drogada e louquinha como dizem. Se ela nunca tivesse subido no palco nem mostrado ao mundo a sua voz ímpar e sedutora, seria mais fácil condená-la: "foi tarde", "maus exemplos terminam assim mesmo". Mas como estamos falando de uma estrela (e devemos sim tirar o chapéu para o seu talento e bom gosto musical), criticar ou admirá-la torna-se uma questão polêmica.

No final das contas, continuo na mesma.
Uma parte de mim sente muito pela sua morte, tanto pelo disperdício de talento (atualmente somos obrigados a ouvir tanta porcaria por aí que quando surge algo novo e bom, dura pouco) como pela compaixão por um ser humano que não conseguiu segurar a barra da vida. Talvez ela tenha sido mesmo uma vítima, não só dos seus problemas, mas do mundo cruel que o sucesso impõe.

Porém, outra parte de mim, talvez a menos tolerante, pense como alguns: "Porque vangloriar tanto uma pessoa tão atordoada e sem controle? Ela cantava bem pra caramba, tinha a polêmica que a mídia precisava para sobreviver, mas talvez fosse a filha que nenhum pai nem mãe gostaria de ter".

Sinceramente, não sei o que pensar de Amy.
E não é por falta de opinião própria, e sim talvez por excesso.

23 de jul de 2011

Gostei muito de viajar pela AZUL (elogiar ou não, eis a questão)

Todos nós prezamos um bom atendimento e um produto de boa qualidade, seja numa loja, em hotéis, na padaria, ou em qualquer outro lugar que frequentamos seja para visitação ou consumo. Infelizmente, hoje em dia é tão raro o bom atendimento que o que nos impressiona é justamente quando somos completamente bem tratados em todos os aspectos: rapidez no atendimento, respeito, simpatia, paciência e cortesia. É como se já saíssemos de casa contando com o péssimo atendimento, já saímos de casa "armados". Sabe aquela situação típica de início de ano quando temos que trocar um presente que ganhamos no Natal? Pois é. Já saímos de casa em direção à loja certos de que seremos mal atendidos por aquelas vendedoras antipáticas e cansadas da correria das últimas vendas. Até que você é surpreendido por uma vendedora extremamente solícita e bem disposta a ajudar na troca.

Será que deveríamos pensar que ela não faz mais que a sua obrigação ou pensar que ela, por ser uma rara exceção, deveria ser elogiada para seu gerente para que este reconhecimento a incentivasse a sempre ser assim?

Muitas pessoas devem achar que ela é paga para atender bem, que ganha comissão para vender e que não deveríamos nos preocupar em elogiar. Até aí tudo bem, cada um tem a sua opinião e obviamente eu a respeito, mas e se nos colocássemos no lugar daquela vendedora? Não seria bom para nós ouvirmos algo positivo e ao mesmo tempo incentivador para nos impulsionar durante o restante do dia? Como você se sente quando alguém elogia o seu trabalho? Mesmo recebendo seu salário, você fica feliz quando seu chefe reconhece seu esforço e resultados? E também não seria mais que a sua obrigação ser um ótimo funcionário, não é verdade?

O que acontece é que muitas vezes nos esquecemos de nos colocar no lugar da outra pessoa. Reconhecer e elogiar deveria ser tão simples e fácil quanto reclamar.

Quando alguém reclama de algum serviço ou de algum atendimento o objetivo principal é melhorar alguns aspectos que julgamos deficientes naquela empresa ou comportamentos inadequados por parte do funcionário. Porém, nos esquecemos que podemos contribuir para o incentivo do bom atendimento não só reclamando, mas também elogiando quando for o caso, assim os prestadores de serviços poderiam avaliar melhor de que maneira está sendo absorvido pela sociedade aquilo que eles oferecem.

Imagina que você é vendedora de uma loja.
Hoje você bateu a sua cota e ainda vendeu 50% além do que deveria.
Se ninguém falar nada tudo bem.
Mas se a sua gerente a elogiasse e parabenizasse você não voltaria para casa mais contente? É tudo uma questão de ego e todo ego adora ser massageado!
Eu sei que todos têm a sua obrigação de fazer o seu serviço e ponto final. Mas, se podemos contribuir para alguém se sentir um pouco mais feliz naquele dia com uma atitude ou palavra tão simples, então porque optar por não fazer?

Olha que diferença.
Tudo depende de pontos de vista diferentes.
Lá no Japão, os chefes não têm o hábito de elogiar os seus subordinados.
Por mais que o coitado se mate de trabalhar com uma baita simpatia, nunca falte e sempre ultrapasse as suas metas, esse trabalhador nunca vai ouvir um elogio (com raríssimas exceções). Os japoneses costumam dizer que o funcionário elogiado fica folgado, se achando amigo do chefe e não saberia separar as coisas. Então, lá quase ninguém elogia. Na minha opinião, os elogios só "estragam" um funcionário se ele ouvir isso toda hora ou todo dia. Perde o efeito do incentivo.

Você já foi reconhecida e admirada em público pelo seu trabalho por um chefe que jamais admirou ninguém antes? É o máximo não é? É muito bom sentirmos que conquistamos aquele reconhecimento, que ele não veio de graça.

Bom, como vocês já viram que sou a favor de elogiar quem merece, vou mostrar um e-mail que enviei à companhia aérea AZUL há alguns dias porque simplesmente fui surpreendida com um excelente atendimento e serviço!! Além da tarifa, é claro!


"Com muita satisfação estou enviando este e-mail para elogiar os serviços da AZUL no trajeto São Paulo/Campo Grande MS. Viajei de SP a MS no dia 23 de Abril de 2011 no vôo AD 4015 e me surpreendi com o serviço de bordo. Confesso que já fui meio preparada para me estressar, pois não é novidade para ninguém que milhares de pessoas já tiveram algum tipo de queixa no que se refere às companhias aéreas, mas desta vez me surpreendi em tudo.

As comissárias foram extremamente simpáticas e gentis. Enfrentamos algumas turbulências durante o percurso e é claro que nessas horas nos prendemos às fisionomias das comissárias. É como se o semblante tranquilo e despreocupado de cada uma nos servisse de consolo: "está tudo sob controle". E em nenhum momento vi nenhuma delas séria. Todas muito prestativas e amáveis.

Também me surpreendi com o lanchinho servido no trajeto. Por ser um percurso curto eu e o meu marido tínhamos certeza de que não nos serviriam nada, inclusive levei algumas guloseimas na bolsa. Não comi nada que comprei! Vocês serviram batatinhas, goiabinhas, coca-cola e não nos cobraram nenhuma taxa extra por isso, tendo em vista que algumas companhias cobram.

Outro detalhe super delicado que gostei foi quando o piloto desejou a todos Feliz Páscoa!! Com tantas responsabilidades ele ainda se atentou a este detalhe? Pode ser que ninguém tenha reparado, mas eu reparei. São esses pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Estou enviando este e-mail quase um mês depois porque como acabei de chegar na cidade, eu ainda estava sem internet, mas estava esperando a chance para elogiar a AZUL. Muita gente deve usar esse meio de comunicação para reclamar, mas poucas não fazem questão de elogiar quando gostam do serviço e isso não é justo.

Outra coisa que gosto também é da tarifa da AZUL que é bem mais barata. Normalmente realizo minhas consultas e faço minhas compras pela internet e de todas as vezes que fiz minhas pesquisas para viajar, em todas elas seus preços foram imbatíveis!!! Ah!!! Já ia me esquecendo! Além de simpáticas, todas as comissárias estavam impecáveis!

Bom, vou ficando por aqui deixando todos esses elogios a vocês da equipe AZUL. Parabéns pela competência! Um grande abraço a todos e uma ótima semana de trabalho!" Flávia


Eles responderam no dia seguinte. Agora em Julho viajei pela AZUL novamente e todo esse ótimo atendimento foi o mesmo! Dica: se puderem planejar qualquer viagem com antecedência, entrem no site da Azul e façam a compra on line. Quanto antes comprar, maior é o desconto. De todas as companhias que pesquiso, a Azul sempre lidera no preço baixo. Dizem que, ao invés de investir em propagandas milionárias, a Azul investe nos passageiros (com atendimento ímpar) e nos futuros clientes, ou seja, nas pessoas que nunca viajaram pela companhia e o atrativo é o preço. O que eles gastariam com campanhas publicitárias de altíssimo investimento, aplicam de outra maneira: oferecendo grandes descontos. Nada melhor que conhecer a Azul viajando!

21 de jul de 2011

Maridos que viajam muito - normal para algumas, um dilema para muitas

Falando ao telefone com a minha prima que mora fora do Brasil, ela me contou que o seu marido estava viajando a trabalho. A minha mãe comentou comigo que no início a minha prima se assustou com essa idéia do marido ocupar um cargo que exigisse certas viagens, mas ao telefone ela me pareceu bem familiarizada e levando tudo com naturalidade (acho que por mais liberal que seja a esposa, dá um nózinho na garganta com o impacto da notícia, depois a gente acostuma).

Inclusive quero deixar registrada aqui uma frase que ouvi dela:
"Meeeu, hoje em dia um cara não precisa viajar e mudar de DDD pra sentir o pinto livre!"

Na hora dei muita risada, mas ao mesmo tempo levei a sério porque sabia que ela tinha razão.
O que vou dizer agora já é batido, mas é a mais pura verdade: se o seu companheiro tiver que trair você ou fazer algo que você reprove, tudo poderá ser feito debaixo do seu nariz. Porééééém, soltar demais pode transmitir uma imagem de esposa-displicente, desatenta ou fria. Alguns homens chegariam até a pensar que não é tão amado pela esposa, caso contrário ela demonstraria ciúme, preocupação e ligaria mais no seu celular.

Outro detalhe que vocês já devem ter pensado um dia: deixar os nossos companheiros livres, leves e soltos, bancando o estilo esposa-super-legal, também poderá contribuir para que as oportunidades surjam para eles.

imagem: Fatshion
E aí? Como agir? Como medir esse tipo de coisa? Como saber se estamos conduzindo bem o nosso papel de esposa nesses momentos em que eles precisam de liberdade, de individialidade? Eu acredito muito no bom senso e na intuição feminina que nos beneficia. Deveríamos usar essas armas mais vezes durante a vida. Para mim, não existe um medidor, um guia, um manual ou uma receita pronta. Acredito que cada casal é único e que para cada forma de convivência a balança pesará diferente. Se você se casar ou se relacionar 4 ou 5 vezes com pessoas diferentes, terá que se adaptar e agir de maneiras novas para conduzir a relação.

Eu estou usando este termo "soltar", mas não acho bacana.
Marido não é para ser solto, é para ser respeitado na sua individualidade, assim como as esposas.
No meu caso não é muito difícil encarar o fato do meu marido viajar a trabalho porque ELE CONTRIBUI, ou seja, nunca me deu motivos para desconfiar dele, sempre foi muito atencioso, vivemos uma relação bem saudável, conversamos bastante, rimos muito, dividimos todas as nossas idéias e sempre nos acostumamos a respeitar a vontade um do outro. Seria ridículo da minha parte se eu tentasse prendê-lo. Eu nem teria argumentos pra isso, entendem?

Portanto, ser mais controladora ou menos, mais ciumenta ou menos, insegura ou super confiante não depende só de um lado do casal, depende dos dois. E para aquelas mulheres (e homens) que surtam mesmo sem motivo, estão perdendo seu tempo precioso amigas! Por incrível que pareça os homens não funcionam sob pressão. São como areia dentro das mãos fechadas. Abusar do poder para comandar os passos do cara vai desgastar a relação a longo prazo.

Estou mencionando mais a mulher em relação à liberdade que o homem precisa porque o meu marido também vai começar a viajar bastante no novo emprego dele. E eu vou fazer o que? Chorar? Nããão. Vou agendar a manicure, blogar e me cuidar para quando ele chegar. Repito, não há receita ou manual minha gente, existe o bom senso, o amor e o respeito.

Mas se você não lida muito bem com a saudade não se culpe. Quem ama sente falta sim, sente a cama vazia sim, tem insônia sim, dorme sem jantar sim e você tem todo direito de abrir seu coração e negociar (tentar pelo menos) o número de viagens se você achar que está demais! Taí mais um item indispensável na relação: o diálogo, a comunicação transparente.

Ah! Outra coisa que pode fazer a diferença e ajudar é priorizar a qualidade do tempo quando estiverem juntos. Se o seu marido (ou esposa) viaja bastante, preencha o curto tempo de vocês dois só com momentos bacanas, muitas risadas e novidade! Isso mesmo, novidade! Temos que aproveitar a ausência deles para tocar a vida e evoluir em alguma coisa e sempre ter algo de novo pra contar. Tem gente que acha que é obrigação ser fiel, tanto o homem quanto a mulher. Tá, sei disso, existe também esse lado da obrigação de ser alguma coisa seja lá o que for porque um compromisso foi assumido. Mas, não custa nada ler essas dicas, ler livros sobre o assunto, conversar com pessoas mais experientes e tudo mais que for preciso, afinal todos também temos a obrigação de investir na relação.

"Qual é então o ingrediente mais importante num relacionamento bem sucedido? A resposta é simples: confiança. Quantos relacionamentos bons você teve com pessoas em quem não confiavam? E a confiança vem do fato de ser uma pessoa confiável." - Trecho do livro que estou lendo: O Monge e o Executivo

13 de jul de 2011

Tudo tem sua hora certa e o modo correto para acontecer, não adianta teimar

Foi inevitável não escrever muito hoje. Existem coisas na vida que não podem ser resumidas.

Voltando alguns trechos do filme da minha vida, venho reparando que depois que deixamos passar um tempo e olhamos para trás, tudo se encaixa perfeitamente. Nada acontece quando queremos que aconteça, mas sim quando é a hora certa. Como não temos como saber qual é a hora certa para todas as coisas, então fazemos planos com datas previamente marcadas e na maioria das vezes nos frustramos, pois não aceitamos que aquilo proposto por nós ainda não tenha acontecido. Já deveríamos saber que não adianta bater o pé nem se chatear. Se o que você está pedindo ou lutando para conquistar ainda não veio, de duas uma, ou não é para ser (e teimamos) ou não aconteceu ainda porque não é você quem decide o momento certo. Isso não está sob o seu controle.

Tenho vários exemplos na minha própria vida que me comprovam esta teoria, mas vou citar algumas, até porque eu precisaria de vários posts para contar tudo.

Um dos exemplos mais atuais foi na decisão de voltar definitivamente para o Brasil.
Na época, eu tinha decidido ir embora do Japão com meu marido em 2008, mas sempre algo acontecia e íamos ficando, ficando.... Não aconteciam coisas ruins graças a Deus, mas as coisas boas que iam brotando no nosso cotidiano nos forçavam a permanecer naquele país por mais tempo.
Eu sempre pensava: "Acho que não é a hora de ir embora mesmo viu".

Em 2008 entrei numa fábrica para juntar grana para vir embora, mas depois de 9 meses surgiu a oportunidade de trabalhar na televisão e decidimos ficar. Mesmo com o desejo de ir embora, aceitamos o trabalho e adiamos a viagem. Depois de 1 ano estávamos quase desistindo de tudo devido algumas dificuldades, mas um telefonema mudou tudo. Então decidimos permanecer na emissora lá no Japão. Ficamos mais 6 meses. E nessa de ficar e ficar e ficar, as nossas economias foram embora, ou seja, se ainda quiséssemos voltar para o Brasil, teríamos que voltar para a fábrica para juntar mais grana.
E eu pensando: "Acho que não é a hora de ir embora mesmo".

Antes de tudo isso eu já queria vir embora várias vezes, mas nunca dava certo.
De repente eu e o meu marido batemos o pé e decidimos que voltaríamos para o Brasil de qualquer maneira, com ou sem dinheiro! Estávamos determinados. Era uma decisão de dentro pra fora. Era uma certeza inexplicável de que íamos conseguir de qualquer maneira.

Saímos da tv e entramos na fábrica.
Mas aqui, confesso a vocês que lá no fundinho eu ainda tinha lá minhas dúvidas se desta vez ia dar certo porque eu já estava condicionada a tentar e falhar, mas mesmo assim eu lutei junto com ele e tudo deu certo. Acredito que Deus também sabia que aquela sim era a hora da gente voltar e nos abriu várias portas, a gente sentia que tudo ia fluindo muito naturalmente. Pra vocês terem uma idéia, eu e o meu marido começamos a trabalhar no mesmo dia (em fábricas diferentes e distantes uma da outra) e terminamos de cumprir o nosso aviso prévio no mesmo dia, após exatos 12 meses!!! Muita coincidência e sintonia não é mesmo? Isso significa que, por ter começado a trabalhar no mesmo dia, os nossos salários caiam na mesma época, então foi super tranquilo administrar as economias e o pagamento das contas e despesas de viagem. Quando começamos a trabalhar, colocamos uma meta, a de que em 1 ano conseguiríamos juntar um dinheirinho, pagar a mudança, as passagens e entregar as chaves do apartamento. E foi o que aconteceu. Nem um mês a mais nem a menos. É incrível como tudo fluiu de maneira tranquila e serena. Depois deste prazo que nos demos, entregamos as chaves do apartamento e ainda tivemos condições de viajar para a Itália no meio do caminho.

Estou contando isso aqui para que vocês percebam comigo o quanto as coisas começam a acontecer na nossa vida apenas quando é a hora certa ou quando estamos prontos de fato para vivenciar a nova etapa que está por vir. Me lembro que por mais que planejávamos, sempre acontecia alguma coisa que nos prendia ali. Claro que às vezes eu ficava triste e chegava a pensar que voltar para o Brasil seria um sonho quase impossível, afinal depois de 10 anos num lugar você cria tantos laços, compromissos e raízes que fica difícil voltar rápido mesmo.

Mas foi só uma questão de tempo, de paciência e acreditar que as coisas não acontecem quando queremos.

Sei que o texto de hoje está longo demais, mas estou pensando nas pessoas que estão lendo tudo com atenção e que se identificaram com tudo isso. Quero fazer um post completo para que todo o contexto seja entendido da maneira mais próxima do que vivi, assim acredito que quem ler tudo poderá ser ajudado ou confortado da melhor maneira possível.

Quem vem acompanhando o meu blog há algumas semanas, sabe que a minha adaptação onde estou morando hoje foi bem complicada. Por mais que tivesse preparada racionalmente para encarar o Brasil após 10 anos fora, chegar aqui e voltar a viver hábitos diferentes foi um baque.

Até há um mês atrás eu estava num estado que nem saberia nomear pra vocês. Não chegava a ser tristeza porque me sentia feliz de estar ao lado do meu marido, mas eu sentia uma sensação de vazio, um sentimento ruim que eu nem sabia porque tomava proporções tão grandes. Cheguei inclusive a pensar em ir a um centro espírita para ver se eu estava com algum encosto ou se havia algum espírito dentro da casa que não tinha ido com a minha cara! rsrs

Eu tentava ficar melhor, mas nada adiantava. Eu chorava muito quando ia tomar banho, não sentia vontade de me arrumar, maquiar e nem comer direito. Ao mesmo tempo eu mesma me perguntava porque tudo eu estava daquele jeito se eu estava rodeada de familiares numa casa confortável e ao lado do homem da minha vida? Foi um nó na minha cabeça! Pensava que nunca me acostumaria com Campo Grande - MS.
Enfim, fui levando dia após dia com a esperança de que mais cedo ou mais tarde as coisas melhorariam, só tinha receio de que fosse mais para "tarde" rs.

O que me ajudou também foi sempre acreditar que NADA é para sempre. Então fui seguindo do jeito que dava. De vez enquando eu rezava (não sou muito de rezar, precisava melhorar isso em mim) e falava pra Deus que eu não sabia o que fazer para melhorar, que eu não conseguia ter nenhuma idéia do que fazer para me sentir melhor e que eu ia ficar esperando Ele me dar um sinal.

Até que um dia a Márcia, prima do meu marido, nos convidou para ir a missa num domingo.
Chegando lá o padre disse que naquele dia seria a missa de Pentecostes (dia do nascimento da Igreja, é o momento em que o verdadeiro significado da Cruz e da Ressurreição de Cristo se manifesta e a nova humanidade retorna à comunhão com Deus). Ecclesia

Durante a missa, cada um de nós recebeu uma vela (a minha é esta da foto).



Não me lembro exatamente as palavras usadas pelo padre no momento em que as velas foram acesas, mas a mensagem era esta: "...converse com Deus, abra seu coração e permita o seu encontro com o espírito santo. Peça para Ele tirar suas aflições e agora olhe para esse fogo que queima na sua vela. Deixe queimar junto todas as suas angústias e aflições, reacenda através desta chama a sua fé e acredite que você sairá daqui com uma inspiração, com uma idéia, com aquilo que você precisa para reavivar sua fé em Cristo e, que caso aconteça de você recair ou a tristeza voltar, que você acenda novamente esta vela e veja nesta chama o rosto de Cristo, que é o que vai te reanimar e fazer voltar suas esperanças..."

Esta foi a mensagem que guardei no meu coração.
Fiquei extremamente emocionada.
Sabe quando você está com um problema, vai à igreja e parece que o padre fala só com você? Sabe quando parece que não tem mais ninguém ali? Só você e o padre? A emoção tomou conta de mim porque ouvi o que precisava ouvir.

Enquanto o padre rezava desta maneira como tentei descrever, fiz o que ele pediu, rezei e fiz meus pedidos para Deus. Disse à Ele que eu não sabia o que poderia fazer para me animar, disse que eu não conseguia pensar em nada e que a minha mente não conseguia visualizar nada novo, eu estava com uma sensação de mente limitada e que desta vez eu não ia fazer nada, iria ficar esperando por algum sinal ou idéia ou inspiração durante aquela semana que estava para começar.

Essa missa aconteceu no dia 05 de Junho.
Quando foi dia 11 aconteceu aquela história com os gatinhos que vocês já conhecem (quem não conhece clica aqui) e hoje, após 1 mês e voltando este capítulo da minha vida, compartilho com vocês a certeza de que foi Deus quem enviou para a nossa casa essas duas criaturas inocentes para encher as nossas vidas de alegria. Para alguns, ter dois gatinhos em casa pode ser uma coisa boba, mas para mim foi um sinal divino, pois após a chegada deles aqui em casa, eu passei a ocupar a minha cabeça, saía para comprar as coisinhas deles, vivo rindo com suas brincadeiras, faço bastante carinho, vivemos tirando fotos pela casa, enfim, parei de pensar só nas minhas angústias e incertezas e dei lugar à alegria de ter essas bênçãos aqui com a gente. O fato de ter ficado com os gatinhos abandonados também me fizeram um bem danado. É incrível como nos conforta o coração praticar o bem e ajudar de alguma maneira a quem precise, seja uma pessoa ou animal.

Eu nunca poderia imaginar que dois gatinhos mudariam a minha vida. Contando assim parece coisa boba, mas para mim foi muito significativo.
É como se Deus juntasse o útil ao agradável: uniu dois gatinhos abandonados que precisavam de uma família, com uma família que tinha uma pessoa precisando se distrair com algo novo. Pronto! Perfeito!

Por isso eu digo que só Ele conhece o caminho melhor a ser percorrido.
Eu poderia comprar roupas, perfume novo, ir ao cinema, ao melhor retaurante da cidade que nada disso me ajudaria naquela fase. Onde eu poderia imaginar que cuidar de gatos me ajudaria tanto??? Têm coisas na vida que não tem explicação lógica.

Dia 11 deste mês meu marido foi contratado por uma emissora para trabalhar como cinegrafista e já teve que viajar para cobrir uma matéria em Minas. Acredito que se ele tivesse que se ausentar e me deixar em casa naquele estado, eu ia ficar muito mal, mas como já estou 100% e muito feliz hoje, ele viajou numa boa e eu estou super bem aqui em casa.

Tá vendo?
Para mim, esta foi mais uma prova de que só Deus sabe a hora certa de tudo acontecer.
Parece que eu precisava estar bem para que o meu marido pudesse viajar em paz e foi graças aos nossos bichinhos (tipo animalterapia) que melhorei; e foi graças ao convite da Márcia que fui à igreja e rezei daquela forma.

Novamente eu afirmo aqui que se voltarmos o filme da nossa vida, teremos provas de que tudo é um quebra-cabeça movido por Ele e ainda continuamos com a pretensão de que somos nós quem decidimos como e quando as coisas devem acontecer.

Eu pedi e Ele me deu.
Me deu à sua maneira, claro.

Por isso vamos prestar mais atenção aos sinais que Deus nos dá durante o dia, a semana, a vida.
Às vezes pode ser um sinal tão sutil que nem percebemos o que Ele quer oferecer.

Desculpe pelo post enorme de hoje. Sei que muitos de vocês não têm tempo para ler.
Mas é que hoje eu precisava compartilhar isso e tinha que ser sem cortes, de coração!
Bjs

11 de jul de 2011

Focada em um bom emprego

Olá meus queridos! Tudo bem? Sei, sei que ando ausente da blogosfera. Estou louca para retribuir a todas as visitinhas que vocês fizeram nesses últimos dias, mas por enquanto estou focada em conquistar um emprego legal. Além disso continuo fazendo as minhas aulas de volante (já fiz 18 aulas) e cuidando do Robinho e da Cecê! rs

Nesta semana que passou fiz dois testes para tentar uma vaga num canal de tv. Vamos ver se eles me chamam. Assim que eu tiver uma novidade, conto pra vocês correndo! O primeiro teste era simular o início de um programa de tv com um pequeno texto que eles me deram na hora. Não tinha teleprompter (equipamento acoplado à camera que exibe o texto a ser lido pelo apresentador), então fiquei com receio da minha ansiedade me atrapalhar e me fazer esquecer o texto na hora de falar, mas deu tudo certo. No dia seguinte fiz outro com uma proposta um pouco diferente. Um pouco mais complicado também, mas acho que fui bem. Vamos torcer! Para manter a discrição, não poderei revelar a emissora ainda nem fotos do teste, mas fotografei a sala do pessoal da produção para vocês darem uma espiada, afinal tudo lá é lindo e novinho em folha!



Quanto às aulas de volante, por incrível que pareça estou ótima na baliza (nunca esbarrei em nada) e na rampa ou subida, mas tenho muita dificuldade para fazer retorno e rotatórias. Aqui em Campo Grande tem muitas rotatórias e elas estão me fazendo descobrir que sou lesada quanto à minha coordenação motora, imagina só eu: dar seta pra esquerda, reduzir a velocidade, mudar pra segunda marcha, virar o volante, continuar dando seta pra esquerda, etc.... aff!!!! É muita coisa ao mesmo tempo!!!! kkkkk

Esta semana também foi especial porque eu e o meu marido conhecemos pessoas novas, apresentadas pelo nosso amigo Sílvio Mori que está nos dando a maior força por aqui. O evento foi o lançamento de uma escola de samba nova em Campo Grande, a "Deixa Falar" do carnavalesco Francis Fabian. Foto:


Valdecir Shiroma (maridão) - eu - Fabian (carnavalesco) - Sílvio (jornalista e produtor) - Vitor Samudio (ator) - Gerson (produtor tv)

nós dois com Sílvio Mori nesta saleta super charmosa



E pra fechar com chave de ouro, vamos ao momento mulherzinha aqui no blog. Como estou bem mais animada, comprei alguns esmaltes e já estreei a família dos vermelhos, olha só o nome da cor que estou usando: "Nunca Fui Santa"! rsrs... ah! Para ficar com este tom mais cremoso passei 3 camadas.



Risqué: cor "nunca fui santa"

No próximo post vou mostrar as outras cores que comprei e um esmalte super interessante que eu trouxe do Japão pra fazer francesinha! Aguardem! Bjs

4 de jul de 2011

Robinho on line! (relato de um gato mimado)

Olá amigos do blog!

Eu sou o Robinho. Vocês já devem ter ouvido falar de mim e da minha irmã Celeste por aqui não é? Esta é a primeira vez que eu estou mexendo neste computador e não pedi pra ninguém não! Então serei breve porque daqui a pouco os meus pais adotivos, a Flávia e o Shiroma vão chegar aqui e brigar comigo! rs... A propósito, olha eu aqui! rs

Eu e a minha irmã aprontamos muito nesta casa e em todas as vezes achamos que vamos levar uma bronca daquelas, mas no final das contas ninguém briga aqui, esses nossos novos donos nos amam muito e demonstram isso todos os dias. Acho que se fosse comigo, eu daria umas palmadinhas em mim mesmo, mas eles têm um coração bem molenga e sempre que gritam com a gente tentando nos educar, não aguentam e sempre termina tudo em abraços e beijos.

Por isso a minha irmã é tão mimada e sapeca, olha só ela escalando a cortina! É muito engraçado, todo mundo fica desesperado achando que ela vai cair, mas eles não entendem que dificilmente a gente cai! rs... Só uma vez me machuquei e doeu bastante.

Sabe, eu adoro quando eles fazem carinho na minha cabeça, já a minha irmã não resiste quando fazem carinho nas patinhas dela. Ela acaba caindo no sono todas as vezes! rs... Ah, eu e a Celeste adoramos brincar o dia inteirinho, mas como nesses dias o tempo tá muito frio, a gente prefere dormir. Hoje mesmo eu dormi da uma hora da tarde até a hora da novela das oito, só acordei para fazer uma manha básica, mas logo capotei de novo.

Aqui a gente come super bem, aliás eu já estou pesando 1 quilo e a minha irmã 900 gramas!!! Isso pra gente é o máximo! Vocês se lembram como chegamos aqui?? Bem magrinhos e tristes. Fomos largados na rua e se não fosse pela minha iniciativa de correr atrás do Shiroma, talvez nem estaríamos vivos, neste bairro tem muitos cachorros.

Bom, eu coloquei esta foto aqui para mostrar o primeiro dia que fomos levados para a doutora Sandra, a nossa médica. Nesse dia eu pesava meio quilo e a Celeste uns 400 gramas mais ou menos. Só foi ruim na hora de tomar um remédio cor-de-rosa super amargo. É claro que fiz careta, mas no fundo sei que foi pro meu bem. Eu deixo a Flávia doidinha quando resolvo brincar atrás dos móveis que ela não limpa muito! kkk Isso mesmo, como atrás do guardarroupa por exemplo e bem embaixo do fogão. É que eu saio todo sujo de poeira e ela fica com aflição querendo me limpar e até dar banho!! rs... Mas, graças a Deus a médica disse que não preciso de banho sempre! Ufa! Escapei desta! rs


Ah, uma outra coisa, eu adoro os carinhos de todos desta família, mas se tem uma coisa que me deixa doidinho, que me dá vontade de sair correndo, é quando a Flávia me agarra e fica me chacoalhando e beijando sem parar! Ela me sufoca mas tadinha dela, ela acha que eu adoro! rs... Mas gente, olha a minha cara e vê se estou gostando.

Às vezes escuto a Flávia perguntando ao Shiroma se entendemos o que eles falam pra gente, se sabemos quem eles são e se sentimos o quanto somos amados. Eu queria dizer que sim, que sabemos e sentimos tudo como eles, só que de uma maneira diferente.

Muita gente pensa que somos egoístas, indiferentes e interesseiros, mas não é nada disso. Essa é só uma característica da nossa natureza, mas isso não significa que não sentimos amor por eles e até ciúmes quando alguém chega perto.

minha irmã Celeste


 
Também somos muito espertos! Quando queremos alguma coisa tipo leite ou colinho, já sabemos que basta fazer esta carinha de coitadinho que eles acabam fazendo tudo pra gente! Obrigado por todo o amor e dedicação. Um beijo, Robinho.

1 de jul de 2011

Saidinhas de banco: também temos nossa parcela de culpa

Olá pessoal! Graças a Deus o nosso Robinho já está 100% melhor! Até demais!!! rsrs...
Obrigada pelos comentários tão carinhosos, pode deixar que vou retribuir todo carinho no blog de vocês viu? Obrigada!!

Bom, mas agora vou falar de um assunto bem mais sério.
Como os mais chegados daqui devem saber, eu ainda não estou trabalhando e é claro que sobra muito tempo para ver tv. Pois bem, assistindo ao programa Cidade Alerta e Brasil Urgente durante alguns dias, notei que muitos assaltos (inclusive seguidos de morte) nas famosas saidinhas de banco continuam fortes no nosso país. E esse tipo de assalto é mais comum do que imaginamos.

Hoje a tarde, no momento em que passava a notícia de que um senhor foi baleado por reagir a um assalto para o ladrão não levar seus 7.000 reais, ouvi o seguinte comentário:
"Coitado desse senhor, deve ter trabalhado tanto para juntar o dinheiro ou ia pagar alguma dívida.... etc etc...."

Na hora pensei:
Mas até que ponto aquele senhor é tão coitado assim?
Será que nos dias de hoje nós não poderíamos ser menos ingênuos?
Como ainda podem existir pessoas que se arriscam saindo de um banco depois de retirar uma quantia tão alta? Esta pessoa não poderia ter feito uma transferência?

Sim, concordo que muitas pessoas com pouca instrução e menos recursos, principalmente as de mais idade, não entendem nada sobre internet ou transferência de conta pra conta e não têm ou nunca tiveram acesso aos mais varidos meios para se pagar uma conta de forma segura. Mas na minha opinião, HOJE EM DIA, isso não pode ser usado como desculpa para uma ação tão ingênua que é sair de um banco com os bolsos cheios de dinheiro.

Viramos reféns dos bandidos?
Acredito que sim e, INFELIZMENTE, temos que concordar com o fato de que enquanto a violência continuar com impunidades, não teremos outra alternativa a não ser nos cuidar melhor.
Para vocês terem uma idéia, mês passado saquei 200 reais do banco e dividi as notas comigo: 100 reais na bolsa e 50 reais em cada bolso da calça. Pelo menos se algum malandro levasse algo, não levaria TUDO.
Triste isso!
É muito triste e vergonhoso esse tipo de atitude, mas fazer o que diante da falta de segurança que ronda nosso país?

Quando a imprensa noticia algo desse tipo na televisão, como estes programas que citei, ela almeja despertar mais a malícia no povo brasileiro (além de ganhar audiência é claro).
Diante de tantas notícias desgraçadas como esta, porque ainda continuamos a colaborar com os assaltantes?

Gente vamoacordá!!!!!
Um assalto desse tipo não é brincadeira e são muito mais comuns do que imaginamos, cerca de 2.300 por ano! Vamos parar de achar que só o vizinho é assaltado!
Ignorância, terceira idade ou analfabetismo não podem mais justificar a atitude inconsequente de pessoas que zeram suas contas e dão de bandeja para esses marginais.

Nós, mais jovens e íntimos com o mundo virtual, temos a obrigação de instruir e ajudar as pessoas de mais idade, seja um amigo ou familiar, a entender um pouco mais como funciona essas outras opções para pagarem suas dívidas.

De maneira nenhuma estou defendendo os ladrões, é óóóóóóbvio que não.
Eu só acho que nós podemos e devemos fazer a nossa parte e não gerar as oportunidades que eles querem!

O correto seria o nosso governo cuidar pessoalmente desses marginais covardes que adoram atacar idosos e mulheres desacompanhadas, não não é o que acontece. Por mais que tenhamos policiais determinados a combater a criminalidade, me parece que o número de criminosos se multiplica infinitamente.
Aí não vence!
Por isso temos que fazer a nossa parte, cada um por si, sem essa de ficar esperando a atitude de alguém com mais poder. Aliás, demorou para virar lei a responsabilidade dos bancos sobre nós clientes dentro de um perímetro da agência. E indo mais longe, seria muito bom se os gerentes pudessem ter a liberdade de proibir a saída de uma única pessoa sozinha portando tanto dinheiro.
Tá, tô sendo surrealista né?
Também acho.
E o pior é que ainda teríamos por aí clientes reclamando desses gerentes-guardiões... rs
Muito difícil agradar a gregos e troianos.
Enquanto isso, os profissionais das saidinhas vão rindo da nossa cara.