4 de jun de 2011

Não tem como fugir dos problemas, o solução é peitar

Hoje a minha mãe voltou pra São Paulo após ficar 15 dias aqui em casa. Vocês se lembram que ela veio para me fazer uma surpresa no dia do meu aniversário? Pois é, hoje cedo ela embarcou e eu quase morri de tanto chorar. Me senti igual àquelas garotinhas que choram desesperadamente pela mãe no seu primeiro dia de aula. Que sensação ruim. Me deu uma vontade de voltar a ter 3 aninhos de idade só para ela me levar junto e, mais uma vez, ceder às minhas manhas.... mas sei que hoje as coisas não funcionam mais assim. Eis uma desvantagem em ser um adulto! Temos que reprimir nossas vontades, entender que tudo tem sua hora e aceitar as atuais condições.

Engraçado que enquanto moramos com os nossos pais sonhamos com a nossa independência, morar sozinho, aquele papo todo de sair sem dar satisfação, etc... E quando conquistamos tudo isso, sentimos aquele imenso desejo de voltar a morar todos juntos como antes, mesmo com toda confusão, broncas e picuínhas de mãe.

Hoje a tarde fiquei tão nostálgica...
Mas, como ainda não inventaram nenhuma máquina do tempo, voltei no tempo através das minhas lembranças e revivi alguns momentos que passamos juntas, alguns bons e outros não. Quanto aos momentos não muito agradáveis, pensei que muitos poderiam ter sido evitados se eu tivesse sido um pouco mais paciente e madura. Mas vem cá! Alguém aí conhece algum adolescente paciente com seus pais, maduros e que conseguem ter uma cabeça de pessoa mais velha, vivida?? Eis a questão!! Não existe né. Pelo menos nunca vi.

Por pura imaturidade e por acharmos que somos donos da verdade absoluta (justamente devido à imaturidade) falhamos muito como filhos e só reconhecemos isto anos depois. Se você ainda tem a sua mãe por perto tudo fica mais fácil, a gente vai compensando algumas falhas do passado e tal, mas e se não tiver? O que fazer? Carregar certos remorsos a vida inteira ou se conformar que tudo fez parte daquele momento e que, mesmo tendo sua máquina do tempo, você faria tudo igual? Não dá pra saber.

Existem coisas na vida que jamais saberemos. Se você escolher um caminho com uma certa idade, jamais saberá como estaria hoje se com aquela mesma idade tivesse optado pelo caminho oposto. Por isso sempre digo que durante a vida inteira sempre existirá um "quarto fechado" proibido para a nossa entrada que é onde tudo isso que jamais saberemos está guardado. Portanto, se já sabemos que jamais teremos acesso ao famoso como teria sido? então porque não viver bem com o que temos?

Mas, atenção!! Tudo que escrevi aqui não são conselhos a serem seguidos nem nada. São coisas que passam pela minha cabeça quando eu mesma quero me ajudar quando me sinto triste, nostálgica ou arrependida. Cada um tem seu mecanismo. Claro que o mais correto seria conversar com um profissional, um psicólogo ou seu melhor amigo, mas têm certas angústias que nos tomariam tanto tempo para contar para o ombro amigo entender, que às vezes acho mais fácil me autoanalisar e ajudar. Uso meus próprios recursos, choro pra caramba, dou um telefonema pra pessoa, penso que poderia ter sido diferente se eu fosse diferente, mas logo em seguida penso também que se tudo fosse diferente, outras angústias surgiriam.

Percebe como não temos muita saída?
O jeito mesmo é enfrentar de peito aberto, chorar quando quiser chorar, espernear, desabafar, refletir, fazer ioga, sei lá o que mais..... e depois tomar um belo de um banho e ir levando..... afinal de contas, nada melhor que o tempo para nos trazer a calma e a paz de espírito de que precisamos. E o mais importante, parar de se culpar (isso eu também uso como recurso para minimizar certas culpas) e ficar imaginando que tudo seria diferente se eu fosse assim ou assado.

Sabe aquela história assim: "E se a minha mãe não tivesse casado com meu pai? E se eu não tivesse subido naquele trem? E se eu tivesse passado naquele exame?...... tanãnã.... tanãnã...."
Pois é, não podemos pensar assim porque se fôssemos diferentes ou se tivéssemos feito escolhas diferentes, outros problemas, medos, angústias e dificuldades apareceriam!!!! Não tem escapatória!! E outra: poderiam, inclusive, ser problemas ou angústias infinitamente maiores do que os nossos atuais!!! Pensemos nisto.

Bom, mas só para concluir, queria mesmo escrever sobre minha tristeza quase que infantil quando me despedi da minha mãe na área de embarque do aeroporto. Queria muito que ela ficasse mais tempo aqui, cheguei até a sentir, por alguns minutos, um certo arrependimento por ter ficado tanto tempo longe dela (eu fui para o Japão e ela não foi). Mas, também se eu não tivesse ido, não teria conhecido meu marido. Percebem como vagam meus pensamentos? Muitas dúvidas, muitas autorespostas e nada concluído! rs... A mente humana é assim meu povo, uma sucessão de pensamentos desconexos, a maioria sem resposta e a minoria resolvida pela metade! rs..... Vamolevando...

Saudade mãe!

32 comentários:

Mamãe pela 2ª vez disse...

A menina que texto sábio.
Estou a 2000km longe da minha mãe, as vezes da vontade de gritar "eu quero a a minha mãe", vou para São Paulo duas vezes por ano e quando da ela vem, as vezes me sinto mal por estar tão longe deles já que agora quem precisa de ajuda são eles e não eu.
Mas se eu fosse ficar pensando viveria depressiva, e tenho dois filhos e um marido para cuidar também.
Então sinta se confortada pois me sinto assim alguma vezes.
bjus

otilia cristina disse...

AI FLAVINHA,SE SOUBESSE O QUANTO EU PENSO NISSO,O QUANTO EU QUERIA VOLTAR NO TEMPO..O QUANTO EU QUERIA NÃO TER SAIDO DE CASA AOS 21 ANOS MENINA DE TUDO E VINDO PARA O MATOGROSSO UM ESTADO RUSTICO PASSAR AS COISAS QUE PASSEI,PRIVAÇÕES ,DIAS SEM PODER TOMAR BANHO,FALTA DE AGUA ATÉ O BASICO QUE TINHAMOS EM CASA ATÉ ISSO EU PASSEI POR AQUI UM DIA TE CONTO...
SOFRI TANTO EM UM ALOJAMENTO NA FAZENDA ATE MINHA CASA SER CONSTRUIDA ...UMA FAZENDA ONDE MEU MARIDO TRABALHOU POR ANOS,E LEMBRAVA TODO DIA NA HORA DO ALMOÇO DA MESA LA DE CASA SIMPLES ,MAS TUDO ARRUMADINHO E MINHA FAMILIA EM VOLTA DELA..SABE O TEMPO PASSA E TUDO ACONTECE DE NOVO..EU FUI ASSIM COM MEUS PAIS TAMBEM SEM PACIENCIA E ELES FORAM TAMBEM COM OS DELES UM POUCO MAIS REPRIMIDOS MAS FORAM.E A VIDA NOS CASTIGA NÉ?TEM DIAS QUE PENSO MEU DEUS QUANDO ISSO VAI PASSAR POR EXEMPLO EU ESTOU AQUI FAZEM 2 5 ANOS E AINDA TENHO ESSAS PERGUNTAS SEM RESPOSTAS...E NÃO VAI PASSAR...SAIMOS DO NOSSO CANTO DE PROTEÇÃO E VOAMOS PARA UM MUNDO FEIO ..DEXAMOS DE TER A COMPANHIA DOS PAIS MAIORES AMORES DE NOSSAS VIDAS E ACOMPANHAMOS UM ESTRANHO A QUEM AMAMOS AS VEZES ATE MAIS QUE AOS PAIS NÃO É?EU TIVE FILHOS E PENSO SE NÃO TIVESSE AQUI E TATA E VINY??
FILHA O MELHOR É ACALMAR SEU CORAÇÃOZINHO DE MENINA E PENSAR
ESTAVA ESCRITO E VOCE TINHA QUE PASSAR POR ISSO...

QUERIDA SUA MÃE TE AMA.E NADA DO QUE PASSOU ELA SE LEMBRA, DA NOSSA JUVENTUDE SÓ FICOU AMOR QUE VOCE TEM POR ELA E ELA POR VOCE..TENHO MEUS FILHOS E SEI DISSO MÃE É AMOR..PURO AMOR..FAÇA ASSIM, CURTA SUA MÃE, DIGA A ELA QUE AMA TODO DIA..E VAI SEMPRE LA..PASSAR FINAL DE SEMANA..E NÃO SE CULPE DE NADA..SOMOS HUMANOS ESTAMOS NA LINHA DA EVOLUÇÃO E VAMOS DEMORAR PRA CHEGAR LA AINDA ..
MAS VOCE É UMA FILHA LINDA..QUE TODA MÃE ,COMO EU GOSTARIA DE TER..

QUERIDINHA DO MEU CORAÇÃO

TE ADORO

FIQUE BEM

BEIJOS

OTILIA LINS

Thaís Alves disse...

Adorei o seu texto, Flavinha. Assim como você também acredito que somos os melhores psicólogos de nós mesmos, além de que tudo que passamos em nossa vida nos faz sermos o que somos. A verdade é que ninguém consegue 100% de todas as coisas que deseja, até porque ao conquistá-las deseja outras, ou deseja aquelas que teve que abrir mão para conseguir o que antes era prioridade. Devemos seguir a vida sem arrependimentos, porque a verdade é que você é uma pessoa boa, uma lutadora, uma mulher muito equilibrada e gentil. Não há como cultivar arrependimentos quando o seu caminho te torna uma pessoa assim. Que você consiga superar de novo a saudade da sua mãe, mas com uma coisa muito melhor a seu favor: desta vez vc não está no Japão, uma viagem para visitá-la é mto mais rápida, mais barata e a gente vive vendo anúncio de promoções. Aproveite todas que aparecerem! :) Torcendo muito por vc! Saudades de conversar! Beijos

disse...

Que reflexão importante, florzinha!
Eu entendo perfeitamente essa fixação do 'e se'. Sempre dizem que o 'se' é a partícula apassivadora da impossibilidade, e é verdade. Nunca saberemos como teria sido se optássemos por caminhos diferentes, e essa é a grande dificuldade da vida.
Os arrependimentos fazem parte da vida, não tem como evitar. O importante é que estejamos em paz com nossas escolhas e possibilidades (sim, porque nem sempre fazemos o que escolhemos, acabamos fazendo o que dá e pronto).
Tenho certeza que sua mamãe tem muito orgulho de você, e que respeita e acolhe cada escolha que você fez, e que está sempre na torcida pela sua felicidade. Esse é o amor mais verdadeiro que existe no mundo, não tem limites geográficos, financeiros, sociais nem nada que o abale. É uma rocha!
Espero que logo vc volta para a asinha da mamãe, pq é o lugar mais aconhegante que temos!
Beijinhos

Gilmara Wolkartt disse...

Ei Flávia...
Essas de fato são as várias questões de uma mulher de trinta e poucos...
Nessa idade começamos a valorizar outras coisas,muitas delas são aquelas provenientes da nossa primeira infãncia, lembra?^
Mas ser adolescente tem outras compensações apesar da rebeldia e de nos rebelarmos contra a família nessa fase, isso é normal, faz parte do processo de SER GENTE.
O importante é seguirmos sem culpa e curtirmos cada fase da vida.
Tb tenho trinta e poucos e não tenho mais a minha mãe. Ela morreu logo depois que me casei. Tenho muitas saudades dela, e se soubesse que ela iria embora tão cedo teria aproveitado muito mais. Mas como saber não é?
A vida é uma grande surpresa com muitas emoções no caminho... Por isso aproveite as oportunidades que a vida te dá, inclusive aproveitando todas aos oportunidades de estar perto da sua mãe.
Obrigada por compartilhar conosco seus pensamentos.
Gd beijo

Do que eu gosto... disse...

Oi Flávia!
Pense que sua mãe foi só ali!
Difícil? É, mas é a verdade! Você está conquistando a sua vida e tem sua mãe. Digo isso porque perdi a minha aos 13 anos e era filha única, me senti pequenininha. Perdi meu pai aos 22 e de lá para cá nunca mais tive colinho, dei colinho, pois faz mais tempo que sou mãe do que fui filha. Então valorize isso, racionalize mesmo, não é tão difícil assim. Graças à Deus superamos com autocontrole nossas perdas e ausências. Para isso serve nossa saúde mental. Temos nossas ncessidades de ser protegidas e acalentadas, foi maravilhoso estes 15 dias e vâo ser o bálsamo para até a próxima vez. Força e fé!

beijão e um domingo de paz!

Rejane Abreu disse...

Que texto bacana, Flavinha! Eu ando fazendo auto-análise sempre. kkk Mas, fica triste não. Pense assim: agora ela está mais próxima de mim do que antes! Mãe é muito bom, né? A gente se chateia, reclama, esperneia, mas sabe que elas estão ali, firmes e fortes para nos defender de qualquer coisa.

Super beijo e bom domingo.

Sandra disse...

Ai Flávia, a vida é tão cheia de SEs que, se for pensar muito, dá até pra entrar em crise existencial!
Eu já me proibi de pensar assim... Começo a pensar, afasto essa ideia!
Tem selinho pra você no Faça sua Parte.
Beijos

Luiza Hidemi disse...

bonito post...
eu tinha muitas pendengas com minha mae, precisei vir pra longe pra saber q eu sinto mais saudades do que imagina ser possivel...
o tempo me ensinou muitas coisas, entre elas, nao cobrar tanto de mim, eu a magoei muitas vezes, ela me magoou tb, mas descobri q o nosso amor eh maior que isso e jah nao sinto mais culpa pelos erros que cometi... as vezes o perdao dos outros nao basta, temos q saber nos perdoar tb

precisei virar mae pra entender melhor certas coisas que minha fazia (e me irritava)...

mas eh assim mesmo XD

Babi Zuza disse...

Flavia,

Saudade de vir aqui!!!
Adoro as coisas que você escreve.. tantos "se".. a vida é cheia deles.. e a gente nunca saberá o que podia ter acontecido "se"... rs.. mas como vc mesmo disse.. nunca escaparemos das angustias.. e dos pensamentos do "se" isso é fato né! O jeito é seguir em frente mesmo..

B-jinhos
Babi Zuza
http://babizuza.blogspot.com

Ariana disse...

Oi Flavitcha...rs
Tudo bem minha linda...
Saudades de vc...
Ai Flá, essas perguntinhas sem respostas, essas dúvidas que teimam em nos perseguir, a vida é assim, feita de erros, de acertos, de talvez, nunca vai ser um mar de rosas repleto de exatidões...o bom é viver, se desculpar, guardar boa lembranças, aprender com o erros para acertar em uma próxima vez...
Mil beijos
Te Adoro...

Mariana Angeli disse...

Nossa, gratidão pelo seu post! Senti um aconchego na alma ao ler tudo isso. Eu já não tenho minha mãe por perto e ontem me deu uma angústia gigante, até escrevi sobre isso, mas ainda não postei (postarei por esses dias). E deixo de me sentir tão sozinha, diante desses sentimentos e questionamentos, quando vejo que isso é algo do ser humano. Faz parte da nossa evolução, do nosso amadurecimento... me identifiquei demais com o que escreveu. Beijos.

Paula Li disse...

Oi Flavinha, todas essas suas colocações me fizerem lembrar do filme Efeito Borboleta. Se tivessesmos o poder de mudar o passado, quem garante que as consequencias não seriam desastrosas!?
Acredito que mesmo quando somos jovens, precisamos pensar nas consequencias dos nossos atos e quando tomamos uma decisão, o que esta feito, esta feito.
Ficar se lamentando só deixará tudo pior.
E quanto a tristeza de ver sua mãe ir embora, acredito que uma parte dela se dê por conta de todas essas mudanças que ocorreram na sua vida e que ainda estão sendo processadas.
Pode levar um tempinho, mas chegará o dia em que sua vida no Brasil entrará num ritmo normal e mais de acordo com suas expectativas.
Bjs

Gigi disse...

Oi Fla

Que saudades !!!!

Nossa ,quando li um trecho do seu post sobre adolescencia ,vi os meus filhos ali ,o fase dificil !!!!

Realmente quando estamos nessa idade, achamos que sabemos tudo que somos donos da verdade e que nossos pais sao uns malas e tem alguns mais radicais que acham que os pais sao os piores inimigos !!!
Quanto engano ne?

Mas olha Fla nao fica triste assim ,como amiga do blog: do que eu gosto comentou :Que sua mae foi logo ali,pois voce e uma privilegiada de ter tido essa experiencia aqui no Japao e regressado e ter encontrado a sua mae ,viva e cheia de saude ,muitos como eu nao tiveram essa oportunidade, e muito dolorido.

Tem vezes que fico igual voce penso que jamais deveria ter vindo aqui para o Japao que se eu tivesse ficado no Brasil .Mas eu creio que nada e por acaso e tudo tem um proposito .

Nao fique assim voce e linda ,jovem, amada cheia de saude ,bola pra frente e viva e seja muito feliz !!!

Super beijo

Apenas um lugar para ser ✿Lis disse...

Oi Flávia, seu texto veio em boa hora. Eu faço mto isso que vc falou. O "e se..." é início de muitos pensamentos meus, e põe muito nisso. É uma mania chata e completamente inútil. Sabe, eu nunca tinha visto desta forma, que talvez hj tivéssemos angústias maiores do q as q temos. Já me perguntei mto como eu seria hj se nunca tivesse passado pela igreja evangélica. (Escrevi um post contando esse evento tão marcante em minha vida, um dia, se puder, leia). Enfim, suas palavras me confortaram um pouco. Obrigada. Qto a saudade que sente de sua mãe, vc sabe que com os dias a tristeza passa e fica só aquela saudade suportável. E saiba que os anos q passou no Japão longe dela te capacitaram pra esse afastamento de agora. Um beijão querida e uma otima semana pra ti.

Silvia disse...

Oi Flávia!

Andei meio afastada devido a correria do dia-a-dia, mas já estou voltando ao normal... pelo menos tentando...

Então flor, é verdade nós só damos o devido valor à nossas mães, pais, qdo crescemos e digo mais, qdo nos tornamos mães entendemos mais ainda, vc vai ver!!!

Acho que todos esses sentimentos são absolutamente normais, vc está longe, de novo, volta pro Brasil e ainda permanece longe da mãe, imagino que seja difícil mesmo, mas acredito que na vida tudo tem um propósito maior, mesmo aquilo que nos faz sofrer, como diz o ditado: "Deus escreve certo por linhas tortas", eu acredito nisso!!

Lindinha uma semana iluminada e abençoada pra vcs!!!

bjoo

Desabafo disse...

Ah Flavinha, eu não fui pro Japão, eu e minha mãe moramos cerca de 30 minutos de distância uma da outra. Mas sinto tanta falta dela. Quando vou lá não quero mais voltar rsrsrs
Beijos.

Fabi a loba!!! disse...

OI Flá, vou falar uma coisa... achei muito legal você ter sentido tudo isso, de tudo na vida temos que extrair as coisas boas e deixar as ruins para o lado, ver você sentindo falta desse jeito da sua mãe é ótimo, quer dizer que todas as mágoas foram superadas, que você e ela mudaram e que o relacionamento de vcs está cada dia mais forte. E isso não é bom?

Convivi com você na pior época do relacionamento de vcs duas, e hoje vejo em vcs duas pessoas que cresceram com os erros e superaram as intrigas. Os erros não foram somente seus, sim sua mãe errou muito também e você sabe disso, nem tudo era rebeldia de adolescente... mas hoje vejo uma D.Edi orgulhosa de sua filha e a amando tanto quanto seus outros filhos. Percebe a diferença? Acho que sua ida ao Japão não poderia ter sido mais certeira, você logo que chegou conheceu uma pessoa maravilhosa, que te faz bem demais (Shiroma) e fez com que tanto você como sua mãe sentissem falta uma da outra, descobrissem o amor verdadeiro de mãe e filha. O incrível é que não demorou nada para que vcs duas redescobrissem o amor, lembro que logo depois da sua partida ela ficou desesperada para ir ao Japão, mas não conseguia o visto não é? E que você sentia a falta dela...

Amiga essa é a minha visão, fico muito feliz de ver o relacionamento das duas e suas mudanças... tire proveito somente do que é bom... na vida temos dois caminhos a seguir e tá mais do que provado que você escolheu o caminho pra lá de certo... já parou pra pensar como seria sua vida se você não tivesse ido ao Japão? Shiroma à parte, como seria o resto?
Se precisar falar sabe que estou aqui sempre e sempre...
Te amo muito viu... beijinhos...

.:*Aline*:. disse...

A gente se arrepende de muita coisa que fez quando éramos mais jovens, isso eh normal, acho que acontece com todo mundo. E como te entendo, querida... se fosse nos dias de hoje, deixariamos de fazer muitas coisas e daríamos mais atenção aos que nossas mães nos diziam. Mas como vc disse tudo vem do jeito que tinha que ser. Fazemos as nossas escolhas e assim vamos escrevendo a história das nossas vidas. E se tivéssemos escolhido outros caminhos, outras dificuldades tbm viriam.
Portanto, naum fique assim tristinha. Sua mãe pode naum estar com vc de corpo presente, mas com certeza estar de coração, e logo logo vcs estarão juntas mais uma vez (pelo menos agora está bem mais perto do que estava no Japão).
Fique bem, viu?!
Bju grande!!!

Cae Fernandes disse...

Saudades de vc Flavinha!!!!
Às vezes sinto tudo que você descreveu...mas cheguei à conclusão que o que importa é como somos e como agimos agora...tenho certeza que os pais não ficam guardando mágoas quando vêem que fizemos boas escolhas!! Seja feliz que eles também serão!!
Bjooos

Suh_Storolli disse...

Oi Flávia, que lindo texto. Parece que estou lendo aqueles livros tipo Bergdorf Blondes ou Bridget Jones.. rsrs ADORO!!!

Eu tb passo por algumas dessas coisas, porque moro aqui no México desde janeiro.. Vim para estudar!

Ahhh, uma coisa que ia te falar: minha mãe e eu fizemos um site chamado www.arribacultura.com e contamos nossas experiências no México atraves de artigos, crônicas, e também damos dicas de turismo cultural, gastronomia, moda, livros, esporte, teatros, filmes... Nossos amigos do mundo todo escrevem e sempre dão dicas de cultura. É mto legal ver td essa diversidade... Eu queria perguntar se vc quer escrever algum texto, com fotos e td contando alguma coisa legal ai do Japão!!!! Meu e-mail é suzanasbo@hotmail.com. Se quiser tb pode mandar uma foto de rosto e um contato pra gente colocar no fim, tipo twitter, seu blog... Aguardo sua resposta, beijaooo

Mariana Angeli disse...

Lindona, eu amei seu comentário no meu blog. Muito obrigada! Com certeza manteremos contato :) Beijo enorme.

disse...

Morei longe de minha mae por longos 13 anos - 11 de casada e mais dois depois de separada. Hoje moro com ela e não me vejo mais sem sua cia, seu carinho, sua paciencia e impaciencia, seus dias de mau humor, seu dias de risos com besteiras que conto....
Mas a vida é cheia de surpresas e nao posso falar que viverei assim pra sempre. Penso em me casar de novo e para isso talvez me afaste mais uma vez.
Mas se isso algum dia acontecer, sera um afastamento mais maduro, sem muitas lacunas e dias longos de saudades, posso garantir!!!

Beijosss

E a saudade daqui a pouquinho volta a ser felicidade do reencontro...

Nutri Bobagens disse...

è impossível saber como estaríamos se tivessemos optado por outras coisas, por esse motivo é muito mais fácil imaginarmos que provavelmente estaríamos bem melhor, acredito que todos nos vivemos este dilema constantemente visto que temos tantas escolhas a fazer.
Vivo me erguntando isso, será que se estivesse sozinha faria isto, será que se tivesse me dedicado mais ja estaria formada, será que se tivesse continuado viajando teria um futuro melhor e por ai vai, mas nunca vamos sbaer ao certo o que seria.

Ainda hoje me pego sendo grosseira ou impulssiva com minha mãezinha, mas volto atrás peço desculpas e me sinto tremendamente arrependida, mas acredito que faça parte da vida tb.

bjoS2

bjoS2

Carla Farinazzi disse...

Oi Flavinha!

Antes de mais nada, parabéns pelo seu aniversário! Te desejo tudo de bom, nessa nova etapa de sua vida aqui no Brasil. Tudo de bom mesmo!

Eu acho que foi quando tive a minha filha (há quase 15 anos atrás) que comecei a entender minha mãe... Nunca fui de fazer grandes desaforos, malcriações, etc., mas muitas coisas, como você disse, poderiam ter sido evitadas... Mas, como saber, no momento em que as coisas estão acontecendo? A gente, quando adolescente, jovem, é realmente imaturo e confuso. Mas nunca é tarde para se viver uma relação bacana. Penso que a vida é justamente isso, um crescimento, uma superação constante de desafios. Não dá pra sequer imaginar a vida se tivéssemos seguido outros caminhos. Lembra daquele filme, Efeito Borboleta (o um)? Toda vez que o cara volta ao passado tentando consertar o que fez, as coisas pioram. Talvez seja assim conosco, mesmo porque não dá pra voltar mesmo.
O passado já foi, o futuro nunca virá, vivamos pois, o hoje.

Beijos

Carla

Suh_Storolli disse...

ebaaaaa, pode escrever sim quando quiser e quantas vezes quiser... rsrs. Temos crônica tb, pode falar da gastronomia diferente do Japão, músicas... o que quiser!
Ate mesmo da sua experiência na tv Record.
Da uma olhada la as áreas que temos para escrever!

Eu não sabia da parceria entre a Televisa e a Record do Brasil... que legalll... vou pesquisar sobre! Vc tem twitter ou face? Meu twitter é @suhzana e meu face é Suzana Carrascosa Storolli.

bjaooo e mto obrigada!

Vanusa Rocha - Blog Bonequinha de Luxo disse...

Flavinha, adorei e me emocionei com seu texto, você ainda tem a sorte de chorar porque ela viajou, mas pode vê-la sempre, eu choro porque a minha se foi mas nunca irá voltar, é um choro constante e nostlagico, mas chore mesmo, eu sou uma manteiga derretida, não tem jeito!!Eu não gosto muito destes "ses", se sua mãe não tivesse casado com seu pai, vc não existiria ..., mas a vida é assim mesmo, e acho louvável vc querer mais sim, não podemos parar de desejar de sonhar, senão morremos!!Espero que fique bem, bjs, Va.

Jani disse...

Flávia!
Veja só que anta que eu sou: cheguei no teu blog por causa daquela posta da boa educação na blogsfera e achei estranho que o post era antigo. Achei que vc tinha parado um pouco de postar! ehehehehehe.
Mas agora percebi que tem post atual sim.
Ainda não li pq estou na pressa (sempre fico mais tempo do que deveria "viajando" nos blogs!).
Volto logo.

Até a próxima postagem!

Jani disse...

onde eu escrevi posta, leia-se POST!
heeheheheeh
Parece que é alguém com problema de dicção(hã?) falando bosta! ahahaahahahah

Mayara disse...

Sabe Flávia a minha querida mãe sempre fala que cada escolha traz perdas, e que eu não devo me perder nas outras opções. Parafraseando, é duro escolher um caminho e viver com a nostalgia dos outro 99, mas é a vida... Òtima reflexão!

katia disse...

olá querida quero disser q vc esta sendo uma amiga muito importante na vida...Sim...meio louco isso ao ler o q vc escreve me sinto forte.Pois estou passando por um momento dificil na vida. Hj eu sem ter emprego , sem ter onde morrar sem niguem pa apoia vc é a unica compania.Bjos Katia(Dourados-MS)
katia.marques.souza@hotmail.com

Gisley Scott disse...

Flavinha, te entendo demais.As vezes eu fico assim em relação com a minha mãe no próprio skype...E qdo ela diz que tem que ir, me acaba por dentro, mesmo que eu não diga nada,rs...

Acho que como todo adulto, sempre queremos ter alguém que nos garanta que no final tudo vai ficar bem, não importa o que aconteça, e acho que nós mulheres pegamos isso muito da mãe, que acaba sendo esse porto seguro...

Independência é algo bom, mas dói!!! hahahaha!

Bjs